Alunos da Escola “Aroldo Donizetti Leite” inocentam Sócrates em recriação de seu julgamento

Publicado em Por Hosana Cortenove

Em uma atividade avaliativa da disciplina de Filosofia, os alunos do 1º ano do Ensino Médio da Escola Estadual “Aroldo Donizetti Leite”, conhecida como “escola da jaqueira”, em São Pedro, realizaram a simulação do Julgamento do filósofo Sócrates com resultado diferente do que ocorreu na história real.

Nascido em Atenas, no século V, Sócrates debatia ideias bastante revolucionárias para a sua época, levando-o a ser acusado, julgado e condenado à morte por seus concidadãos.

O pensamento socrático estimula à reflexão até os dias atuais defendendo que todos os seres humanos têm a mesma capacidade de pensar racionalmente, independente de sua condição social. Em sua época, o filósofo foi considerado o homem mais sábio do mundo, segundo o Oráculo de Delfos, afirmação essa que ele atribuía à sua consciência da própria ignorância, o que ficou registrado pela famosa frase ao pensador atribuída: “Só sei que nada sei”.

Uma inovação feita na recriação do Julgamento foi o fato de Sócrates ser representado por uma aluna, Maria Luiza Mendes da Silva, que descreve sua experiência.

“Me senti muito importante interpretando Sócrates. Foi algo novo. Alguns alunos falaram ‘Ah… Sócrates mulher? Nossa que diferente!’, mas serviu para mostrar que não é porque sou mulher que não posso fazer esse papel ou outras funções que dizem que só podem ser feitas por homens”, afirmou a aluna.

O Professor Marcos Aquino, que leciona Filosofia e é o Coordenador da área de Ciências Humanas da escola, explica a importância da atividade.

“A atividade permitiu que os alunos atualizassem diversas questões surgidas durante o julgamento histórico como, por exemplo, a reflexão sobre direitos fundamentais, como em relação à vida e à liberdade de expressão, além de abordar temas como a importância dos valores culturais para a sociedade”, explica o professor.

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