Brotas é afetada com queda na arrecadação

Publicado em Por Hosana Cortenove

Com a intensificação da crise política e econômica nacional, os municípios do Brasil estão prestes a entrar em colapso. Isso acontece uma vez que os repasses dos governos Estadual e Federal – que representam quase 90% das receitas municipais – estão caindo mês a mês. Em Brotas, esse déficit chega a mais de R$ 1,6 milhão apenas no primeiro trimestre de 2016.

Se entre janeiro e março de 2015 a cidade recebeu R$ 3.731.258,45 (três milhões, setecentos e trinta e um mil, duzentos e cinquenta e oito reais e quarenta e cinco centavos) de FPM (Fundo de Participação dos Municípios) e R$ 5.556.460,79 (cinco milhões, quinhentos e cinquenta e seis mil, quatrocentos e sessenta reais e setenta e nove centavos) de ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços), em 2016, a cidade deveria receber, no mínimo R$ 4.117.861,70 (quatro milhões, cento e dezessete mil, oitocentos e sessenta e um reais e setenta centavos) e R$ 6.132.110,00 (seis milhões, cento e trinta e dois mil, cento e dez reais), respectivamente, apenas para contrabalançar a inflação, de 10,31%, totalizando R$ 10.249.926,00 (dez milhões, duzentos e quarenta e nove mil, novecentos e vinte e seis reais). Porém, ao invés disso, a cidade recebeu cerca de R$ 8.567.150,00 (oito milhões, quinhentos e sessenta e sete mil e cento e cinquenta reais), uma diferença negativa de R$ 1.682.776,00 (um milhão, seiscentos e oitenta e dois mil, setecentos e setenta e seis reais).

O prefeito de Brotas, Du Barreto (PSDB), ressalta a gravidade da crise.

“A Prefeitura de Brotas, assim como praticamente todas do Brasil, já gastou todas as reserva que tinha e não está suportando mais. Infelizmente, o Brasil quebrou como não se via desde a década de 1980. Todos nós precisaremos nos adequar aos tempos de inflação na casa dos 10% e queda da economia de 3,5%. O país irá precisar de, no mínimo, uma década para voltar ao mesmo nível pré-Dilma”, ressaltou o prefeito.

Infelizmente, a expectativa é de agravamento da crise nacional e, consequentemente, local.

 

 

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