“Coleta Seletiva” é uma realidade em São Pedro

Publicado em Por Jose Guilherme Cortenove

Sucesso depende de colaboração da comunidade

 

A coleta seletiva de lixo, que antes parecia ser uma iniciativa que não daria certo, já é realidade na cidade de São Pedro, mas esta ainda longe do ideal.

Iniciada em julho, somente no mês de outubro, a equipe de coleta seletiva recolheu 12.583 quilos.

O montante ultrapassa a média estimada pela empresa vencedora da licitação, que calculava recolher até 10 toneladas por mês, de acordo com a responsável Mariana Silva.

“Começamos a coleta e com a divulgação boca a boca, o pessoal fica sabendo e está participando”, afirma Mariana Silva, da empresa responsável pela coleta.

Segundo ela a expectativa é que no final do ano haver um volume maior.

“Com a colaboração da população, podemos atingir um volume maior e contratar mais gente para trabalhar. Quem ganha é a cidade, com a geração de mais empregos e renda, além da questão ambiental”, afirma.

De acordo com ela atualmente são 7 pessoas que fazem o trabalho de coleta e triagem que acontece em um barracão instalado no bairro Nova São Pedro.

A coleta seletiva integra as ações planejadas pelo Saaesp (Serviço Autônomo de Água e Esgoto) e Prefeitura de São Pedro, por meio da Coordenadoria de Desenvolvimento Social e Secretaria Municipal de Educação, para o Plano de Educação Ambiental, que prevê também ações como a capacitação de professores para que se tornem multiplicadores de informações de informações sobre educação ambiental com foco na conservação do meio ambiente.

Essas ações estão acontecendo depois da assinatura do TAC (Termo de Ajustamento de Conduta) entre Prefeitura e Ministério Público no ano passado, que prevê, além da coleta seletiva de lixo o tratamento de esgoto, obra já iniciada e que deve ser concluída no próximo ano.

O plano prevê ainda a realização de atividades para evitar descarte de resíduos sólidos em cursos de água e ocupação irregular de áreas ribeirinhas. A ideia é promover amplas discussões sobre os principais problemas da cidade e buscar soluções.

“Queremos plantar uma semente para a cultura ambiental”, destaca Diego Cidade, da empresa contratada para elaboração do plano.

Na ocasião da apresentação do Plano, a secretária de Educação Cleia Rivero destacou que muitas das ações realizadas em escolas da rede municipal serão compartilhadas para que experiências bem sucedidas sejam replicadas.

O cronograma de coleta seletiva foi divido por bairros. O caminhão passará em dias determinados, uma vez por mês. Podem ser destinados para a reciclagem materiais como jornais, revistas, caixas, papelão, folhas de caderno, tampa, potes, frascos, garrafas de plástico, garrafas PET e latas de alumínio.

Na primeira quinzena de cada mês, a coleta será realizada às segundas-feiras nos bairros Santa Mônica, Recanto das Águas, Jardim Cássio Paschoal Padovani, São Judas, Vila Baltieri, Vila Pindanga, Portal das Flores, Vale do Sol e São Benedito. Nas terças-feiras, os bairros atendidos serão Jardim Botânico, São Tomé, Horto Florestal, Jardim São Dimas, Bela Vista, Jardim São Pedro; às quartas-feiras, Novo Horizonte, Jardim Itália, Dorothea, Mariluz I, II e III e Jardim Nova Estância e às quintas-feiras, Santa Cruz, Pallú, Jardim Navarro, Cidade Jardim e Vila Rica.

Na segunda quinzena de cada mês, os bairros atendidos serão, às segundas-feiras, Jardim Itaquerê, Jardim Serrano, Jardim Holliday, Jardim Buriti, Vila Olinda e Centro, às terças-feiras, Vila Nova, Santa Helena e Vila Estela e na quarta-feira, Colinas de São Pedro, Nova São Pedro I e II, Mirante, Theodoro de Souza Barros e Bela São Pedro.

O material destinado à reciclagem deve ser separado e colocado em frente às residências no dia da coleta.

Entre o material recolhido, nem tudo é reciclável.

Mariana Silva alerta que é comum as pessoas separarem itens como madeira, pneu, absorvente, papel higiênico e isopor, no entanto, estes materiais não são reutilizados.

Os coletores vão entregar sacolas específicas, na cor verde, para esta coleta e para facilitar a identificação, o caminhão deve ser equipado em breve com equipamento de som. Nilson Marchezi, da Coordenadoria de Desenvolvimento Social, ressaltou a época que a proposta é desenvolver ações que sejam duradouras.

“Queremos que essas ações sejam duradouras e permanentes para que realmente possamos ter uma melhor qualidade de vida hoje e garantir o futuro das próximas gerações”, falou Marchezi.

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