Crise nacional começa a atingir Prefeitura de Brotas e maioria dos municípios brasileiros

Publicado em Por Diagramador

Basta ir ao mercado para conferir na prática o que estão dizendo os telejornais sobre a crise brasileira: com R$ 50, mal se enche uma sacolinha.

Infelizmente os economistas estão certos em outro ponto: a crise mal começou. Os cortes que o Governo Federal quer fazer na ordem dos R$ 80 bilhões, por culpa dele próprio, na prática, inviabiliza o país.

A maioria das Prefeituras do Brasil, incluindo a de Brotas já começa a sentir os efeitos do problema.

“Estamos entrando numa das mais graves crises desde a época do Sarney e Collor. As receitas da Prefeitura vão cair devido a queda da atividade econômica do país e não há como nós, do município, evitarmos isso”, explicou o prefeito Orlando Pereira Barreto Neto, conhecido como Du Barreto.

A fala do prefeito tem motivo em números.

Os repasses mensais dos governos do Estado e Federal (que ficam com quase 70% de tudo o que é arrecadado no município) estão caindo drasticamente.

O governador Geraldo Alckmin cortou 37% dos investimentos previstos para o ano.

O FPM (Fundo de Participação dos Municípios), uma das principais fontes de renda de qualquer cidade, irá cair mais de 20% até julho. Se em maio a Prefeitura de Brotas recebeu R$ 1.023.130,00, em julho a previsão é que este valor caia para R$ 798.592,00.

Du Barreto explica que infelizmente a cidade já começa a sentir os reflexos da crise econômica do País.

“Quando assistimos a televisão em casa, falando da situação em Brasília, pensamos que isso não nos afeta, que é algo longe, mas não é assim. Isso nos atinge diretamente: a Prefeitura vive dos recursos repassados mês a mês pelos governos Estadual e Federal, como o ICMS e o FPM, os quais são compostos dos impostos ICMS, IR e IPI. Com a queda da produção industrial, cai a arrecadação destes impostos e menos dinheiro é repassado para o município. Apenas até julho, vamos perder mais de R$ 200 mil por mês, só em um item das receitas que é o FPM”, explicou o prefeito.

Ainda de acordo com ele, as despesas da Prefeitura estão com forte pressão de alta por conta de despesas como salários que foram corrigidos, energia, produtos, materiais, inflação, etc.

“Hoje as contas da Prefeitura estão em apertado equilíbrio. Qualquer real que venha faltar nas receitas, ajudarão no desequilíbrio financeiro. Toda essa situação tem sua origem na crise que o Governo Federal está passando devido ao descontrole das contas federais, corrupção na Petrobras e crise política no Congresso. Nós, aqui embaixo, recebemos a chuva que vem de cima”, ressaltou Du Barreto

Mas não pensem que a Prefeitura de Brotas está de braços cruzados: nos últimos dias foram disparadas 28 ações para reduzir despesas e, dependendo do cenário, mais medidas serão tomadas.

“Sentimos que 2015 será muito difícil no segundo semestre. Só esperamos que os Governos Estadual e Federal não cortem os repasses das obras que já estão conveniadas”, finalizou o prefeito.

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