Depósito para descarte de pneus de Brotas é alvo de ação política

Publicado em Por Diagramador

A Prefeitura de Brotas foi notificada pelo Ministério Público na tarde de terça-feira, 14 de abril, para apresentar explicações sobre o aluguel do terreno da antiga fábrica Gooc por parte da municipalidade. O local é usado há pelo menos há cinco anos e duas administrações como depósito de pneus da cidade. Eles ficam armazenados lá até serem recolhidos periodicamente pelos fabricantes.

A denunciante é a presidente do PEN (Partido Ecológico Nacional) de Brotas, Jamila Coimbra (veja a reportagem “Jamila Coimbra admitiu propina e desvio de recursos da Prefeitura de Analândia“, nesta página). Ela alega que o aluguel do terreno de 20 mil m2 pelo valor de R$ 13,5 mil mensais, “causou estranheza”. Ela alega que houve “fraude no processo de contratação de imóvel”. Em contato com uma imobiliária da cidade, foi constatado que o aluguel de uma casa com 200 m2 de terreno em Brotas é de R$ 500 mensais, ou seja: a Prefeitura alugou a área por pouco mais de 1% de seu valor de mercado.

NEGOCIAÇÃO/ O prefeito Du Barreto informou que a denúncia é de cunho puramente político. “Fui procurado por essa senhora diversas vezes com pedidos impossíveis. Como não foi atendida, ela partiu Com o ano eleitoral se aproximando, os ânimos estão se acirrando. Parte da minha rotina diária é desmentir as invencionices que surgem. Justamente na época em que Brotas mais precisa de foco e coesão para superar a crise que se abate sobre o Brasil, somos obrigados a despender energia e forças para nos defendermos de denúncias que os autores sabem serem falsas. O Ministério Público também é vítima no mesmo nível. É triste terem chegado a esse ponto”, desabafou. Du se refere ao fato que o destino do espaço está em negociação há alguns meses e isso levou os denunciantes a agirem.

“Estamos fazendo contenção de despesa em todos os setores, como tenho explicado. Determinei que fosse feito um estudo para comprar a área em definitivo ou devolvê-la ao proprietário, uma maneira de conter custos. Inclusive, nesta semana, um perito em avaliação foi contratado pela Prefeitura para indicar o valor real do imóvel”, explicou.

ÁREA/O barracão da Gooc foi alugado do proprietário Sezipa Empreendimentos Imobiliários e Participações LTDA pelo prefeito cassado Antônio Benedito Salla no ano de 2010 para abrigar a fábrica. No dia 19 de setembro de 2011 o prédio pegou fogo, vindo a destruir uma boa parte do prédio principal. O prefeito interino Alexandre Takashi Schiavinato, o Xan do PT, assumiu a Prefeitura em maio de 2012 e manteve o pagamento do aluguel. O motivo: no contrato assinado por Salla, a cláusula décima estabelece que a Prefeitura tem obrigação de devolver o imóvel ao proprietário no mesmo estado em que recebeu, o que custaria cerca de R$ 1,5 milhão dos cofres públicos.

Atualmente, a Prefeitura utiliza o espaço para depositar pneus (obrigatório pela legislação desde 2009, pela Rsolução 416 do Conama) e outros materiais inservíveis até a Prefeitura ter recursos financeiros para restaurar e devolver o prédio em definitivo. Ou seja: a atual administração ficou com o “mico” deixado pelos dois últimos prefeitos da cidade. A Prefeitura alega que o contrato é legal e que todas as informações serão prestadas aos órgãos competentes.

SERVIÇO: Para denunciar pneus descartados em locais irregulares, entre em contato com a Secretaria de Meio Ambiente. Ela fica no Centro de Interpretação Municipal (Ciam), na avenida Lourival Jaubert da Silva Braga, 101, Jardim Planalto. Os telefones são o (14) 3653-2288 e o (14) 3653-2828. O e-mail é ambiente@brotas.sp.gov.br

Jamila admitiu propina e desvio de recursos da Prefeitura de Analândia

O prefeito de Analândia (56 km de Brotas), Rogério Ulson (PMDB), está sofrendo um processo de cassação por parte da Câmara de Vereadores da cidade. O motivo: o pagamento de R$ 40 mil para a ONG ADTURSI (Associação de Desenvolvimento do Turismo da Serra do Itaqueri), presidida por Jamila Coimbra. Ela admitiu em depoimento na Comissão de Inquérito que recebeu o dinheiro e não realizou os trabalhos contratados, um Plano de Desenvolvimento Local Sustentável do Turismo, nem geriu ou administrou qualquer ponto turístico da cidade. Os pontos turísticos públicos de Analândia que a ADTURSI deveria ter gerido e administrado estão abandonados.

A licitação feita para contratar a associação de Jamila teve duas fraudes: a carta limite era fora do valor máximo legal e, das três cartas, Jamila aparecia como membro de duas empresas, fato ilegal tipificado como crime de fraude. Em seu depoimento, a presidente da ADTURSI admitiu que apesar da licitação exigir empresa “especializada” no assunto, a associação nunca havia elaborou um Programa de Desenvolvimento Local Sustentável do Turismo nem antes, nem depois de atuar em Analândia.

A presidente da ADTURSI confessou ainda que dos R$ 6,5 mil que recebia mensalmente da Prefeitura de Analândia, R$ 4,5 mil (70%) foram usados para pagar Odair Mistro, que mora na residência do prefeito Rogério Ulson e foi um de seus assessores de campanha. Mistro foi contratado como secretário-executivo da ADTURSI logo após a assinatura do contrato com a Prefeitura. Leia mais em http://www.regiaoemdestake.com.br/news/analandia-testemunhas-sao-ouvidas-em-processo-de-cassacao-de-ulson/

Matéria: Assessoria de imprensa da prefeitura de Brotas

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