Mãe de criança portadora de deficiência reclama da falta de medicamentos na farmácia de alto custo em Piracicaba

Publicado em Por Adelle Gebara

Na quinta-feira (14), Maria Teresa Ribeiro, mãe de um garoto de 10 anos, portador de deficiência, ocupou a tribuna popular da Câmara de Vereadores de Piracicaba, para reclamar da falta de medicamento gratuito.

“Senhores, olhem com mais carinho para o problema da Farmácia de Alto Custo”, pediu ela. “O direito da criança portadora de deficiência é garantido na Constituição de 1988, no Estatuto da Criança e do Adolescente, de 1990, e no Estatuto dos Portadores de Deficiência, de 2000”, relatou.

“Mãe de criança portadora de deficiência reclama da falta de medicamentos na farmácia de alto custo em Piracicaba” – Foto: Fabrice Desmonts

Emocionada, disse que há quatro meses a Farmácia de Alto Custo não fornece medicamento que evita que seu filho sofra convulsões. “Meu filho pode perder tudo o que aprendeu em dez anos, o que foi muito difícil ensinar, como ter um pouco de coordenação, embora sejam coisas pequenas, mas qualquer coisinha para nós é uma explosão de alegria”, afirmou Maria Teresa.

Ela também destacou que está tendo dificuldade de adquirir uma nova cadeira de roda. O equipamento utilizado pelo seu filho é desde quando tinha quatro anos. “Não é mais adaptada para ele, porque ele cai dos lados, mas como eu vou comprar?!”, questionou. “Eu saí desesperada da consulta que levei ele”, relatou.

Também disse que o filho vai entrar no terceiro ano de espera para utilizar o Elevar, sistema de transporte voltado a pessoas portadoras de deficiência. “Ele precisa deste serviço para ir à escola, na terapia e também para ir a atividades de lazer”, afirmou, ao criticar a situação da falta de brinquedos adaptados em Piracicaba. “Foram colocados alguns brinquedos no Paraíso das Crianças, mais os pais das crianças ditas ‘normais’ os deixam quebrarem estes equipamentos”, informou.

Aos prantos, ela pediu mais apoio do poder público para dar mais qualidade de vida ao filho. “Os nossos filhos são invisíveis aos olhos da sociedade, é muito triste para nós que somos mães essa situação. Só queremos que a lei seja cumprida”, desabafou.

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