Mais de 1.000 pessoas participaram da 2ª Semana de Formação Inclusiva em São Pedro

Publicado em Por Hosana Cortenove

Com palestras que emocionaram e motivaram os participantes, a 2ª Semana de Formação Inclusiva realizada pela Secretaria Municipal de Educação reuniu aproximadamente 1.000 participantes nos três dias do evento sediado no Cine Teatro Shopping São Pedro.

“Na semana realizada em 2016, o foco foi diferente. No ano passado, pudemos apresentar à sociedade um pouco de todo o trabalho desenvolvido no Atendimento Educacional Especializado e em 2016 programamos o evento de acordo com as necessidades identificadas neste trabalho”, disse a secretária municipal de Educação, Cleia Rivero. “Este evento superou todas as nossas expectativas, com a presença de grande público”, destacou.

Desde 2015, o Atendimento Educacional Especializado funciona em três salas multifuncionais instaladas na Escola Joaquim Norberto de Toledo e em outros 6 polos que funcionam em outras unidades escolares. Nestes locais são atendidos os estudantes que passaram por avaliação de neuropediatra. Eles desenvolvem atividades com psicólogas, fonoaudiólogas e psicopedagoga, que também trabalha com alunos da rede municipal com dificuldade de aprendizagem.

Na segunda-feira, dia da primeira palestra do evento promovido pela Secretaria de Educação, o palestrante foi Humberto Alexandre Gennari abordou o tema “Professores como agentes transformadores”. Formado em Administração de empresas, também falou sobre a transformação de seu cotidiano após sofrer um acidente e tornar-se cadeirante.

Na terça-feira, a professora, mestre em dialogismo e Literatura Anita Brito, acompanhada de seu filho Nicolas e seu marido Alexander falou sobre o tema “Autismo e Inclusão Escolar: um sonho mais que possível”.  O relato foi baseado na história da própria família. Nicolas, hoje com 17 anos e no terceiro ano do ensino médio, apresentou grandes avanços ao ser matriculado na rede regular de ensino após várias etapas percorridas pela família. “Os principais pilares do autista são os pais e os professores” , disse Anita.

De maneira espontânea e descontraída, provocando muitas risadas na plateia, o próprio Nicolas que começou a falar apenas aos 12 anos, contou sua evolução e seus planos para o futuro: quer terminar de escrever seu livro, dedicar-se a fotografia, formar família – características similares a muitos adolescentes da sua idade.

Na quarta-feira, a pedagoga e mestre em Educação Especial Danitiele Calazans Marques, abordou o tema “Altas Habilidades/Superdotação”. Foi o primeiro encontro sobre o tema que voltará a ser abordado nos dias 13 e 27 de setembro e 25 de outubro. Antes do início da palestra, alunos da Escola Guido Dante que participam do programa de inclusão e participantes do grupo Dançando para não Dançar apresentaram um número de dança. Aos professores e participantes do evento, Danitiele falou sobre inteligências múltiplas e a importância de dedicar especial atenção aos alunos que apresentam características de superdotação e desenvolver atividades específicas para eles.

 

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