Marquezelli afirma que mudança na legislação será boa para trabalhador e empregador

Publicado em Por Jose Guilherme Cortenove

    “Nos EUA, trabalhador tem tanta liberdade, que muitos brasileiros estão lá e não querem voltar.”, diz

O relatório da Reforma Trabalhista foi apresentado à Comissão Especial na quarta-feira 12/04) criada para discutir e aprovar  o projeto de lei (PL 6787/16) do governo federal.

Integrante da Comissão da Reforma Trabalhista na Câmara dos Deputados, o deputado federal Nelson Marquezelli (PTB-SP) afirma que as mudanças na legislação vão distensionar a relação entre patrões e empregados.

“A reforma não vai tirar direitos dos trabalhadores. Estamos buscando no projeto dar condições para que o trabalhado possa fazer suas escolhas. Como quantas horas ele precisa para executar melhor o seu trabalho, quantas horas precisa no dia e na semana para que ganhe produtividade. Também poderá decidir em acordo com o seu chefe como quer dividir suas férias livre das amarras legais”, destacou.

O texto permite o parcelamento das férias em até três vezes, com pelo menos duas semanas consecutivas de trabalho entre uma dessas parcelas.

Marquezelli afirma que mudança na legislação será boa para trabalhador e empregador

Marquezelli afirma que mudança na legislação será boa para trabalhador e empregador – Foto: Divulgação

A proposta ainda mantém a jornada padrão de trabalho de 44 horas semanais, com mais quatro horas extras, podendo chegar a até 48 horas por semana. Pelo texto, a jornada em um dia poderá ser de até 12 horas (oito mais quatro horas extras) desde que seja respeitado o limite de 48 horas na semana.

Segundo o Marquezelli, é necessário haver mais liberdade para a carga horária, desde que haja compensação financeira para o empregado que trabalha mais, e também para o empregador que define uma jornada menor, podendo contratar dois funcionários com jornada reduzida.

“Nos Estados Unidos, o trabalhador tem uma liberdade tal, que todos no Brasil querem trabalhar lá – onde não há leis trabalhistas. Lá, o relacionamento é entre o patrão e o empregado, assistido por um advogado ou por um sindicato, e está resolvido o problema. Por que eu tenho que trabalhar oito horas por dia, se o empregador precisa só de seis horas? Ou, se ele precisa de doze horas, por que eu só posso trabalhar oito horas?”, questionou.

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