Piracicaba está entre as melhores em ranking de saneamento básico

Publicado em Por Hosana Cortenove

Diante do cenário de surtos de epidemias de dengue, chykunguya e zika vírus pelo país, especialistas observam que nas cidades onde há baixo índice de tratamento de água e esgoto, o risco de proliferação dessas doenças é maior.Ou seja, as cidades que investem menos em saneamento básico são as mais vulneráveis às epidemias. Piracicaba se diferencia nessa estatística por despontar entre as melhores classificadas em ranking nacional.

Segundo o Instituto Trata Brasil, responsável pelo Ranking do Saneamento nas 100 Maiores Cidades, com base nos dados do Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (SNIS) de 2014, Belo Horizonte (MG) e Franca (SP) têm 100% de esgoto coletado. Logo na sequência, aparece Piracicaba (SP), depois Contagem (MG) e Curitiba (PR), com mais de 99%. Quando o foco é o tratamento de esgoto, Piracicaba alcança o índice de 100%, ao lado de Limeira e São José do Rio Preto. Piracicaba fica, portanto, em terceiro lugar nesse ranking nacional, segundo o Trata Brasil, com 99,95% de esgoto coletado e 100% de esgoto tratado. No Estado, fica na primeira colocação, ao lado de Limeira e São José do Rio Preto.

De acordo com o prefeito Gabriel Ferrato, a cidade fez sua lição de casa.“Com isso, temos ajudado substancialmente para a melhoria da qualidade de vida da população, reduzindo a poluição nos nossos mananciais e os impactos ambientais. Medidas como essa e como o ´Aedes do Bem`, evitam que doenças transmitidas pelo mosquito se tornem um problema grave para a população local”, disse.

Em entrevista à imprensa, o presidente da Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo), Gesner Oliveira, avaliou o cenário e disse que “estamos separando o Brasil em ‘ilhas’, de Estados e cidades que caminham para a universalização da água e esgotos, enquanto uma grande parte do Brasil simplesmente não avança”. Por isso, “continuamos à mercê das doenças”, observou ele. Segundo a estimativa do especialista, caso o ritmo atual seja mantido, o serviço de saneamento só será universalizado no Brasil a partir de 2050.

Piracicaba, por sua vez, alcançou o índice de 100% de tratamento do seu esgoto coletado em 2014 com a construção da ETE Bela Vista (foto), na região de Santa Teresinha, ETE de Ártemis e ETE de Anhumas. A Bela Vista trata o esgoto da área urbana à margem direita do rio Piracicaba. A infraestrutura se completa com a ETE Piracicamirim (para a região do ribeirão Piracicamirim), ETE Ponte do Caixão (que abarca a área urbana à margem esquerda do rio Piracicaba), além de dezenas de pequenas ETEs espalhadas por bairros urbanos e rurais afastados da área central.

Dados do Ministério das Cidades no Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (SNIS), ano base 2014, apontam que mais de 35 milhões de brasileiros não têm acesso aos serviços de água tratada, metade da população está sem coleta de esgoto e apenas 40% do esgoto do país é tratado. O Brasil fica em 11º lugar no ranking latino-americano deste serviço, atrás de países como Peru, Bolívia e Venezuela. Os dados dessas nações são compilados pela Comissão Econômica para a América Latina (Cepal), que divulga o índice de 62,6% para o Brasil porque inclui fossas.

 

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