Polícia Civil investiga suposta fraude contra a Prefeitura de Brotas

Publicado em Por Diagramador

Fraude envolve 300 ex-estudantes

 

A Polícia Civil de Brotas instaurou inquérito para apurar uma suposta fraude cometida contra a Prefeitura por um número ainda não definido de ex-bolsistas do programa de auxílio-transporte do município ou seus representantes.

A apuração está na fase inicial e tudo que se sabe até agora é que foi criado um esquema de fabricação de atestados escolares falsos para o recebimento do benefício.

Após uma investigação interna da Prefeitura, foi descoberto que apenas cinco ônibus transportavam cerca de 900 alunos, ou 180 passageiros por veículo.

O que se sabe é que a suposta fraude envolve, pelo menos, 300 ex-estudantes.

O número pode ser maior. Eles estão sendo chamados à Delegacia de Polícia para prestarem esclarecimentos. Se indiciados, podem incorrer em penas que podem chegar a seis anos de prisão e ressarcimento dos valores. Outra linha investigada é que muitos deles haviam assinado procurações a terceiros.

A suposta fraude foi descoberta em 2014 e, depois do levantamento de dados interno, toda a documentação foi entregue para a polícia, que abriu inquérito para apurar o caso.

“Assim que surgiram as primeiras suspeitas, além de abrirmos um procedimento interno de apuração, reformulamos o sistema para evitar que isso acontecesse. Agora, nenhum estudante pode assinar procuração, ele tem que vir pessoalmente, todo mês, trazer o atestado escolar na Secretaria de Educação e sempre ligamos para as escolas confirmando se o aluno está frequentando mesmo as aulas ou não”, explicou a secretaria Adriana Pires de Oliveira.

Atualmente, cerca de 700 alunos recebem o bolsa-transporte da Prefeitura de Brotas. O valor do reembolso para a cidade de São Carlos é de R$ 236,57, para Jaú de R$ 189,68 e para Bariri, R$ 214,62.

O custo do benefício para os cofres públicos é de R$ 1,3 milhão por ano, ou R$ 115 mil por mês. Antes da descoberta da suposta fraude o custo era de 190 mil por mês. O programa foi instituído em 2003 e ainda não se sabe o tamanho do rombo.

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