Prefeito Piazza anuncia corte de gastos para “driblar” crise financeira

Publicado em Por Hosana Cortenove

Com a retração na economia nacional, queda da receita e consequentemente redução nos repasses feitos pelo governo federal aos municípios, José Henrique Piazza, prefeito de Charqueada, anunciou nesta sexta-feira (16) que irá adotar várias medidas administrativas para tentar equilibrar as finanças do Município.

Consciente da crise iminente, o gestor adota algumas medidas e planeja outras para enfrentá-la sem reduzir a qualidade dos serviços prestados à população. Cortes de 10% nos salários do prefeito, vice-prefeito e de todos os funcionários em cargo de comissão, além de corte das horas extras dos funcionários públicos, são as primeiras medidas a serem adotas.

A medida, que entra em vigor na próxima semana, também tem o objetivo de assegurar o funcionamento contínuo dos serviços essenciais do município, como, transporte, segurança, educação e saúde que não serão afetadas. É importante ressaltar que as obras que já estão em andamento também serão mantidas em ritmo normal até sua conclusão.

Reduzir os gastos para enfrentar a queda no repasse de recursos pelo governo federal. “Outro problema que enfrentamos é em relação às muitas viagens. Em alguns casos, as viagens chegam a ser feitas diariamente, mas pode ser reduzida para duas ou três vezes na semana, mas para isso ainda é necessário um planejamento, não vamos prejudicar a população, o que precisamos é diminuir despesas”, explicou.

O prefeito afirmou que vai esperar os três meses do próximo ano, quando haverá um cenário mais definido em relação à economia, para então executar as ações que serão planejadas. “Ainda não tenho ideia de como vamos enfrentar esse desafio. Vamos iniciar o ano também com o novo salário mínimo. Sempre pagamos um pouco acima do salário estabelecido e, mesmo com esse cenário negativo de 2015, esperamos e torcemos por uma recuperação da economia em 2016”, afirmou.

“Apesar de torcermos pela recuperação da economia, sabemos que 2016 também vai ser um ano muito difícil os municípios precisam economizar, já que os economistas anunciam um crescimento pífio e com isso a receita também não cresce. Esse é o momento de colocar o pé no freio”, alertou Piazza.

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