Professora Gentila Frare vai receber a “Medalha 22 de Fevereiro” em São Pedro

Publicado em Por Hosana Cortenove

Honraria foi aprovada pela Câmara de São Pedro

Nesta segunda-feira, dia 10, a Câmara Municipal de São Pedro, aprovou o Projeto de Decreto Legislativo nº 009/2016 que concede a Honraria “Medalha 22 de Fevereiro” a Professora Gentila Iolanda da Silva Frare.

O Projeto foi apresentado pelo vereador do SD (Solidariedade), Ivan Teixeira.

A homenageada Gentila Iolanda da Silva Frare, nasceu no dia 25 de outubro de 1939, filha do Sr. Francisco Henrique da Silva e Sra. Joanna Luzia da Silva.

Casou-se com o Senhor José Frare, no dia 19 de junho de 1969. Dessa união o casal teve dois filhos: Luciane Aparecida da Silva Frare e Marcio Benedito da Silva Frare.

De família humilde, seus pais, que eram comerciantes possuíam o Armazém do Chiquinho, que ficava localizado na frente da residência da família na Rua Direita, atualmente a Rua Verissimo Prado, e foi ali que dona Gentila passou 7 anos de sua vida com seus pais e irmãos.

Com muito sacrifício e economia, seu pai comprou uma casa no quarteirão de cima, fazendo fundo para o armazém de secos e molhados da família.

Nesta casa Dona Gentila teve os melhores momentos de sua infância e mocidade, guardando grandes recordações. Ali ela cresceu, foi educada e dentro do ambiente familiar aprendeu com sua mãe os dotes e as tarefas domésticas. Mesmo muito prendada, era possível notar seu enorme interesse aos estudos.

Gentila estudou de 1947 à 1950 no então Grupo Escolar Gustavo Teixeria. Em 1951, fez o curso de admissão ao Ginásio, passando em 2º lugar, cursando assim o colegial na Escola José Abílio de Paula, entre 1952 e 1958.

Ainda em 1958 ela foi para Campinas prestar vestibular na PUC – Pontifícia Universidade Católica Campinas, na Faculdade de Filosofia de Ciências e Letras em História.

Frequentou a Faculdade de 1959 à 1961. Em 1962 por problemas familiares, deixou a faculdade. No ano de 1963 retornou à Campinas para terminar a Licenciatura em  História, e mais tarde realizou o curso de pedagogia.

Mesmo com o diploma na mão, não foi fácil conseguir uma cadeira efetiva como professora de história na cidade de São Pedro. Só em 1965, com a ajuda do saudoso prof. Juciê Siqueira, Dona Gentila conseguiu dar aula na cidade de Rio das Pedras. Saía todos os dias de São Pedro às 5 horas da manhã em um ônibus da empresa Marchiori e chegava em Piracicaba às 8 horas, retornando de Rio das Pedras as 14 horas.

Foram 4 anos nesta luta, estrada de terra, sol, chuva, mas como diz dona Gentila – “a recompensa era entrar em uma sala de aula e encontrar 40 alunos, educados, prontos e interessados em aprender. Me realizava nas aulas.”

Nestes 35 anos lecionando como professora de história, Gentila passou pelas seguintes cidades: Piracicaba, Charqueada, Águas de São Pedro, Rio das Pedras, Itirapina e São Pedro.

Quando saiu sua aposentadoria como docente, veio o convite para ser gestora escolar da Escola Municipal Gustavo Teixeira, desempenhando a função de Diretora Escolar entre os anos de 2000 à 2008, quando se afastou para trabalhar no recém inaugurado Museu Gustavo Teixeira, do qual não se afastou até os dias atuais.

De acordo com Teixeira ela teve várias participações em concursos de poesias com menções honrosas a Gustavo Teixeira.

Participou na cidade Salto, dos XV e XVI Prêmio Montonneé, com as poesias “Amor Razão de Viver” e “Contos e Poemas do Brasil”, e foram publicadas no livro do prêmio.

Participou do e-book editado por Del Nero biblioteca virtual; teve participações como jurada nos concursos de poesias criadas e declamadas da Semana Gustavo Teixeira. Foi membro do Conselho Municipal de Criança e do Adolescente, bem como do Conselho Municipal de Preservação e Conservação do Patrimônio Historio de São Pedro, tendo sido uma das defensoras mais atuantes, contra a demolição da Igreja Santa Cruz.

Ivan Teixeira destaca que pelas inúmeras colaborações a comunidade são-pedrense a homenageada faz jus a honraria.

“Dona Gê, como é carinhosamente conhecida pelos amigos, formou muitos cidadãos são-pedrenses. É uma apaixonada pela cidade e pela história do no município, tanto que desenvolve trabalho voluntário no Museu Gustavo Teixeira, realizando visitas monitoradas às escolas, turistas e visitantes que por ali passam. Sempre contribuiu muito com a educação e cultura de nossa cidade”, destacou o vereador Ivan Teixeira.

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