Próximo das eleições e por “populismo” Marcão Cabeção propõe redução de salário de vereadores em Torrinha

Publicado em Por Hosana Cortenove

Nesta semana, seguindo um movimento nacional, o vereador de Torrinha, Marcos Antonio Campanati, conhecido como Marcão Cabeção (PSDB), apresentou o Projeto de Resolução nº 01/2016 que “Fixa os subsídios dos Vereadores e do Presidente da Câmara Municipal de Torrinha, para um salário mínimo para vigorar na legislatura de 1º de janeiro de 2017 a 31 de dezembro de 2020’”, visando reduzir os subsídios dos vereadores a serem eleitos em outubro deste ano.

Na justificativa o vereador Marcão Cabeção cita inúmeros exemplos de municípios que vem reduzindo os subsídios dos parlamentares, demonstrando que “copiou” a ideia que parece popular, embora em muitos municípios venha travestida de interesse público e represente interesse eleitoral de seus idealizadores.

Na prática o parlamentar torrinhense, propõe que o valor do subsidio dos vereadores, passe para um salário mínimo (R$880.00) e do presidente da Mesa Diretora para R$ 1.320,00.

Atualmente os subsídios dos vereadores são um dos menores da região, correspondendo dos vereadores a R$ 1.378,00 e do presidente da Mesa Diretora a R$ 2.064,00.

Com o discurso de que subsidio não é salário, Marcão, destaca que o principal fator é que o subsidio proposto pode cobrir as despesas dos futuros parlamentares, já que a medida valerá apenas para os eleitos neste ano.

“O principal fator para apresentação deste projeto de Resolução é a ausência de despesas para a maioria dos agentes políticos no desempenho de seus mandatos, e, mesmo quando existentes, seus valores (das despesas), invariavelmente são ínfimos ou quando não, existentes, como dito acima, mas com certeza se existentes ficam muito aquém do valor aqui sugerido”, destaca o autor em trecho da justificativa do projeto.

Um dos argumentos usados pelo autor é a fala de um advogado de Ituiutuba, Minas Gerais, que encabeça movimento para redução salarial e disse “Os vereadores ganham muito e trabalham pouco. São duas reuniões por semana, todas de noite e alguns nunca aparecem”. No entanto, de acordo com Cabeção “afirma o empresário que não esconde o interesse em ocupar uma das cadeiras da Câmara na próxima legislatura”, demonstrando o interesse político.

Embora possa parecer uma medida popular ao incorporar a afirmação do advogado o vereador quer dizer que o trabalho dos vereadores não tem grande importância e que os vereadores de Torrinha estão na mesma “vala” de alguns casos que realmente podem existir de vereadores não atuantes e que faltam em sessões.

O vereador Bertinho Batistela (PSDB) declara que não sabe se irá ou não disputar a próxima eleição, no entanto, é contrário ao projeto e considera que é preciso ter coerência.

“Não é coerente após o cumprimento de nosso mandato e temos recebido os subsídios atuais pelos quatro anos propormos que seja reduzido para os próximos anos e para os futuros eleitos. O correto se assim fosse é que quem propõe tome medidas já durante seu próprio mandato”, disse o vereador Bertinho Batistela que conversou com o Jornalista Joé Marino.

Um morador ouvido pela nossa reportagem, que prefere não se identificar, afirma que não sabe se é contra ou a favor da redução, mas diz que tem sérias dúvidas sobre a qualidade dos representantes.

“Vamos imaginar que os vereadores ganhem somente um salário mínimo ou mesmo façam trabalho voluntário, sem nada receber e sem poderem ter ferramentas para exercer o seu mandato. Que tipo de representantes teríamos na Câmara? Barões, magnatas e seus prepostos, pessoas sem qualquer preparo político, como inclusive já ocorre, porque a eleição é livre ou pessoas que entrariam para a política somente com o interesse de traficar influência e terem um status para dizerem que tem um cargo”, destaca o morador.

Diante dessa polemica, vale ressaltar que o mesmo vereador que propõe a redução dos salários, Marcão Cabeção, votou contra projeto que tramitou na Câmara Municipal para acabar com o recesso do mês de julho, ou, seja, foi contra que nesse período fossem realizadas sessões da Câmara Municipal. Dai fica a duvida se é populismo ou real intenção de trabalhar pela comunidade?

Deixe um comentário abaixo