Queda na temperatura não dispensa cuidados com a dengue

Publicado em Por Diagramador

O registro de temperaturas mais baixas, como vem ocorrendo nos últimos dias não dispensa os cuidados para o combate do mosquito da dengue. O alerta é do técnico em Vigilância Sanitária Miguel Carlos de Lima. “Apesar de muitos acreditarem que a dengue é uma doença que se dissemina apenas durante o verão, a ameaça de contaminação pelo Aedes Aegypti é real também quando as temperaturas estão mais baixas”, explica.

Segundo Miguel, a partir de abril acontece o declínio da infestação do mosquito, mas ainda é um período de alta transmissão. “Embora, o número de insetos seja maior em épocas quentes, quando se reproduzem e se desenvolvem com mais rapidez e facilidade, durante o outono e inverno os cuidados para evitar a doença não podem ser deixados de lado”, destaca o técnico.

Ele ressalta que os cuidados devem ser os mesmos: não acumular no quintal materiais desnecessários e sem uso, como pneus, garrafas, latas, baldes, que devem ser guardados de cabeça para baixo em locais cobertos. “Não deixar água acumulada é o jeito mais eficiente de combater a doença, mesmo nas estações mais frias”.

Segundo o Instituto Oswaldo Cruz, os ovos adquirem resistência ao ressecamento muito rapidamente, em apenas 15h após a postura. A partir de então, podem resistir a longos períodos de dessecação – até 450 dias, segundo estudos. Esta resistência é uma grande vantagem para o mosquito, pois permite que os ovos sobrevivam por muitos meses em ambientes secos, até que o próximo período chuvoso e quente propicie a eclosão.

“Por isso, a população não deve se ‘desarmar’”, alerta Miguel. O técnico reforça que a responsabilidade não é somente das autoridades e a população também deve fazer sua parte. “As ações de rotina focadas na prevenção e controle do Aedes Aegypti devem ser contínuas, de janeiro a janeiro”. Um dos grandes vilões do inverno são as piscinas que, devido às temperaturas mais baixas, são pouco utilizadas, tornando-se um grande criadouro do mosquito da dengue e uma ameaça também para quem mora ao lado.

Desde o início do ano, o município já realizou diversas iniciativas para o combate do mosquito, como os arrastões, com visita casa a casa e retiradas de entulhos, além da distribuição de folhetos com orientações sobre prevenção e tratamento da doença. De janeiro a maio deste ano, o Setor de Vigilância Sanitária registrou 200 casos de dengue confirmados e 9 suspeitas ainda aguardam resultado.

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