São Pedro participa da 2ª Semana Paulista de Mobilização contra a Sífilis

Publicado em Por Jose Guilherme Cortenove

São Pedro 13/04/2017 – Para divulgar informações sobre a sífilis, doença infecciosa sistêmica, crônica e que tem infectado um número cada vez maior de pessoas em todo o país, e discutir ações para combater este avanço, a Secretaria Estadual da Saúde realiza entre 24 a 28 de abril a 2ª Semana Paulista de Mobilização contra a Sífilis. Em São Pedro, a Secretaria Municipal de Saúde também faz a divulgação de informações sobre a doença e o tratamento nas unidades de saúde.

O número de casos de sífilis congênita, que passa de mãe para filho, cresceu no país. Em 2015, no Brasil, foram notificados 19.228 casos de sífilis congênita em menores de 1 ano de idade, sendo 43% residentes na região Sudeste. No Estado de São Paulo, no mesmo ano, foram notificados 3.437 casos, que correspondeu a uma taxa de incidência de 5,4 casos por mil nascidos vivos.

A taxa de incidência aumentou quatro vezes, quando comparados os anos 2009 e 2015 (de 1,4 para 5,4 casos a cada 1000 nascidos vivos). Do total de casos do Estado, 10% foram abortos, natimortos e óbitos por sífilis congênita. A sífilis congênita é considerada totalmente prevenível com medidas de baixo custo.

São Pedro participa da 2ª Semana Paulista de Mobilização contra a Sífilis

São Pedro participa da 2ª Semana Paulista de Mobilização contra a Sífilis – Foto: Ministério da Saúde

As ações para eliminação da sífilis congênita encontram-se na atenção básica, na prevenção da sífilis em mulheres em idade fértil, em gestantes e nos parceiros sexuais, através de diagnóstico precoce, tratamento oportuno e adequado.

Em São Pedro, o número de casos de sífilis em adultos passou de 19 em 2015 para 25 em 2016 e este ano já foram registrados 6 casos. O aumento foi registrado também na sífilis congênita, que passou de 1 para 2.

“Não poderíamos ter nenhum caso de sífilis congênita. Embora sejam números pequenos, eles deveriam ser zero”, explica a coordenadora da Vigilância em Saúde, Gislene Nicolau dos Santos.  A recomendação é para que as pessoas dirijam-se à Unidade de Saúde mais próxima de casa em busca de maiores esclarecimentos, diagnóstico e tratamento.

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