Serra do Japi ganha destaque no Repórter Eco

Publicado em Por Jose Guilherme Cortenove

O Repórter Eco do próximo domingo (6/11) apresenta uma reportagem sobre a área de proteção ambiental Japi, localizada em Jundiaí (SP). Além disso, também são apresentadas outras duas matérias. Uma sobre um produto a base de cana-de-açúcar para o combate ao mosquito Aedes Aegypti e outra que comenta o mapeamento de casos de intoxicação por uso de agrotóxicos realizado pela geógrafa Larissa Lombardi. A edição vai ao ar às 17h30, com apresentação de Márcia Bongiovanni.

A serra do Japi, localizada em Jundiaí, é uma das últimas áreas de Mata Atlântica contínua no estado de São Paulo. Sua parte mais preservada fica em uma reserva biológica, onde existem animais silvestres. Mas para que a área se mantenha protegida, de acordo com um estudo realizado pela Universidade Estadual de Campinas, é preciso evitar a interferência humana.

O nome da serra é inspirado no conhecimento tradicional indígena. A água fresca e cristalina brota das nascentes, desce pelas cachoeiras e segue cortando montanhas e vales em meio à floresta atlântica em vários estados de conservação.

Além disso, a serra do Japi faz parte de uma APA – área de proteção ambiental – e tem trechos em zona de conservação da vida silvestre e de reservatórios hídricos.  Ela também foi tombada como monumento natural do estado e está no interior de uma área maior declarada pela UNESCO como reserva mundial da biosfera. Outra matéria traz uma pesquisa internacional que revela que áreas de floresta tropical em recuperação absorvem mais carbono da atmosfera, um dos gases que intensificam o efeito estufa da Terra.

Ainda nesta edição, o Repórter Eco exibe uma reportagem sobre um produto natural à base de bagaço de cana-de-açúcar, para o combate ao Aedes Aegypti – o mosquito da dengue, zika e chikungunya.

Chamado Biolarvicida, essa versão biológica, de origem orgânica, é estudada pelos pesquisadores do Departamento de Biotecnologia da Escola de Engenharia de Lorena, da UPS, que fica no Vale do Paraíba, interior de São Paulo. O estudo é apoiado pela Fapesp, a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo.

A patente do biodetergente ou biolarvicida já foi solicitada. Se chegar ao mercado, o novo produto pode vir a substituir a tóxica pulverização de inseticidas, conhecida como fumacê.

O Brasil é país campeão em consumo de agrotóxicos. Para falar sobre este tema, que é mais um ressalto da edição, a geógrafa Larissa Lombardi, da Universidade de São Paulo, traz um mapa que relaciona os casos de intoxicação com o uso de defensivos agrícolas.

A mestre e também doutora recorreu aos dados oficiais do Ministério da Saúde, da Fiocruz e do IBGE, para mapear o uso desses produtos químicos na agricultura. Ela enxergou, na prática, uma relação direta com o chamado agronegócio: ‘‘Fica muito claro quando a gente mapeia a conexão entre uso, intoxicação e áreas do agronegócio.

Na região nordeste aparece com muita clareza, a região do rio São Francisco, no Ceará os perímetros irrigados, oeste da Bahia, sul do Maranhão, Piauí e norte do Tocatins. São Paulo aparece nas áreas de cana, então é uma conexão muito evidente entre o uso a intoxicação e as áreas com culturas destinadas para o agronegócio”.

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