Sincomércio estima abertura de 800 novas vagas no comércio Piracicabano

Publicado em Por Adelle Gebara

 

Historicamente, a contratação de trabalhadores temporários para atender à movimentação intensa de compras decorrente das festas de fim de ano tem início nos meses de outubro e novembro, período em que se registra a maior geração de vagas formais (admissões menos desligamentos) no varejo paulista. Segundo o Sincomércio Piracicaba, em 2017, o comércio varejista mostra uma tendência de recuperação de vagas formais – na cidade, no primeiro semestre deste ano, na comparação ao mesmo período de 2016, houve aumento de 68,41 %. Com isso, a expectativa de contratação de trabalhadores temporários na cidade é de até 800 vagas, ante aproximadamente 500 no ano passado.
De acordo com o diretor executivo do Sindicato, Carlos Beltrame, as contratações neste ano devem se concentrar em novembro. “O número é positivo, mas devemos lembrar que a base de comparação do ano passado é fraca. Se atingirmos 800 contratações, estaremos igualando a marca de 2015, o que consideramos excelente no atual momento econômico”, pondera.
Já no estado de São Paulo as vagas devem ficar em torno de 25 mil, 31,5% a mais que as 19 mil vagas vistas no mesmo período de 2016. Para a Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP), o setor de vestuário, tecidos e calçados deve concentrar cerca de 50% das vagas, e os supermercados paulistas, aproximadamente 25%. As demais vagas temporárias deverão ser abertas pelas atividades de eletrodomésticos, eletrônicos e lojas de departamentos; lojas de móveis e decoração; e farmácias e perfumarias.
Entre as principais razões para o aumento na geração de vagas temporárias está a sólida recuperação das vendas do comércio varejista que cresceram 3,6% no estado, no acumulado do primeiro semestre. Além disso, dado que o ciclo recessivo enfrentado pelo varejo paulista nos últimos três anos resultou na eliminação de quase 140 mil vínculos formais entre janeiro de 2015 e junho de 2017, o aumento da demanda exige que os estabelecimentos reponham o seu quadro de funcionários.
Segundo a assessoria econômica da Federação, as condições presentes hoje são bem menos adversas, em termos de confiança e mesmo de resultados econômicos, do que aquelas vigentes há um ano.  A Intenção de Consumo das Famílias (ICF), o Índice de Confiança do Empresário do Comércio (ICEC), e seu subíndice de perspectivas de contratação de funcionários, por exemplo, registraram crescimento em torno de 20% em relação ao ano passado.
O próprio mercado de trabalho do comércio varejista paulista já mostrou sinais reação. A perda de vagas no primeiro semestre de 2017 foi metade da verificada no mesmo período de 2016, e a geração de empregos com carteira assinada acumulada em julho e agosto deste ano (13.682 vagas) foi quase o dobro do registrado em 2016.
Para a FecomercioSP, o faturamento real do varejo paulista deve crescer aproximadamente 5% em 2017, consolidando o ciclo de recomposição do consumo mesmo diante das instabilidades políticas, trazendo boas perspectivas para 2018. Vale ressaltar, porém, que o setor ainda vai demorar para recuperar os níveis de vendas pré-crise e, por esse motivo, a expectativa é de que ocorra uma mínima efetivação de vínculos temporários, em torno de 10%.
Sobre o Sincomércio Piracicaba:
O Sindicato do Comércio Varejista de Piracicaba e Região é o órgão representativo dos empresários do setor do comércio varejista e de serviços de sete cidades – Piracicaba, Águas de São Pedro, Charqueada, Saltinho, São Pedro, Tietê e Torrinha. Fundado em 1942, possui hoje 8 mil contribuintes e é filiado à FecomercioSP, Entidade que administra, no Estado, o Serviço Social do Comércio (Sesc) e o Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac).

 

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