Vicentinas comemoram 35 anos de voluntariado na Santa Casa

Publicado em Por Diagramador

Grupo se reúnem uma vez por semana para confeccionar enxovais a recém-nascidos carentes

Fazer o bem sem olhar a quem. A frase, bastante conhecida, revela um dos princípios que norteiam o trabalho voluntário que o grupo de Vicentinas desenvolve há 35 anos na Santa Casa de Piracicaba. Elas somam 20 mulheres que se reúnem uma vez por semana em espaço cedido pelo Hospital para confeccionar enxovais completos a bebês de famílias carentes que nascem na Instituição.

Em reverência a essas três décadas e meia de atuação voluntária, membros da Mesa Diretora e Administrativa da Irmandade participaram da missa em ação de graças celebrada na manhã desta quarta-feira (26) pelo frei Maurício José dos Anjos, revelando todo reconhecimento e gratidão dos dirigentes pelas atividades que o grupo desenvolve no Hospital. “Se cada um fizer a sua parte em favor do próximo, em breve, teremos uma sociedade mais justa e feliz”, disse o frei ao enaltecer o trabalho das Vicentinas.

De acordo com a presidente do grupo, Adair Rainha, tudo começou em 1980, quando cinco vicentinas procuraram a Santa Casa para dar início ao trabalho. “Na época nos foi cedida uma sala próxima ao antigo velório; onde começamos a confeccionar peças de roupas para os mais necessitados”, revela a vicentina. Ela conta que, com o passar do tempo, o Grupo cresceu e a sala ficou pequena. “Foi quando o então provedor João Orlando Pavão nos presenteou com um novo espaço, contendo um amplo salão para costura, cozinha e banheiro”, disse.

Ela revela que, na Santa Casa, são confeccionados mensalmente cerca de 30 enxovais para bebês carentes nascidos na Maternidade “Amália Dedini”. Parte da produção é destinada também a crianças assistidas por outras entidades do município. Cada enxoval é composto de 45 peças, entre cobertor, toalha de banho, fralda de pano, fraldas descartáveis, “mijãozinho”, casacos de flanela, pijama, camisas de algodão, calças plásticas, casaco de lã, manta, macacão, sapatinhos de lã, pares de meia, conjunto completo de malha e body.

As peças são entregues às mães pelas assistentes sociais da Santa Casa. Apesar de não terem contato direto com as famílias beneficiadas pelos enxovaizinhos, D. Adair relembra um fato que marcou sua vida. “Há cerca de seis meses, um rapaz nos procurou com lágrimas nos olhos. Disse que sua esposa acabara de dar à luz e que ele estava desempregado. Pediu nossa ajuda e assim o fizemos. Passados dois meses, sua esposa veio até nossa sala com a bebê no colo, vestindo as roupinhas que havíamos confeccionado. Ela nos agradeceu e disse que, graças às Vicentinas, sua filha tinha o que vestir. Ficamos emocionadas”, disse.

Durante o agradecimento que fez às Vicentinas, a administradora da Santa Casa, Vanda Petean, lembrou que ser voluntário não é apenas dispor do tempo. Segundo ela, a ação deve partir, primeiro, do coração, da alma, como fazem as Vicentinas. O vice-provedor João Orlando Pavão endossou as palavras de Vanda, lembrando que as Vicentinas realizam um trabalho nobre e bendito dentro da instituição.

O provedor da Santa Casa, Adilson Zampieri, por sua vez, entregou ao grupo um placa em homenagem aos 35 anos de voluntariado e fez questão de frisar que “não há como mensurar a importância do trabalho dessas mulheres ao longo de todos esses anos, pois elas representam a esperança ao ajudar os mais necessitados”.

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