A condenação do ex-presidente Lula e a “judicialização” da disputa eleitoral

Publicado em Por Jose Guilherme Cortenove

Após ser condenado nesta terça-feira, dia 24, o ex-presidente Lula (PT) teve sua candidatura à presidência declarada mesmo assim pelo seu partido, o PT (Partido dos Trabalhadores). Lula foi condenado pelos três desembargadores da 8ª Turma do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4) a 12 anos e 1 mês, ou, seja, teve a pena aumentada, uma vez que antes o juiz Sérgio Moro havia o condenado a 9 anos e 6 meses de prisão, o que pode tira-lo da disputa. Talvez Lula também mantenha sua candidatura por estratégia política, podendo depois renunciar e lançar outro candidato, como Jacques Wagner, do PT ou mesmo apoiar Ciro Gomes, do PDT. Até agora a manutenção da candidatura é a estratégia anunciada pelo próprio PT, que afirma que vai lutar pela candidatura de Lula. A decisão se Lula poderá ou não ser candidato depende se ele será ou não preso e também do entendimento do TSE (Tribunal Superior Eleitoral). Mesmo sem Lula acredito que Jacques Wagner, que já foi ministro, deputado e duas vezes governador da Bahia (elegeu o sucessor em primeiro turno, saindo esse dos 2% das pesquisas para uma vitória de com 54,53 % dos votos válidos). Político hábil, Wagner pode herdar os votos de Lula em especial no nordeste e de um eleitorado que seja efetivamente fiel, ou, mesmo ser o vice de Ciro e tentar agregar esse eleitorado ao candidato.  Já o candidato Jair Bolsonaro, no minúsculo PSL (Partido Social Liberal) é hoje o segundo colocado, mas tenho dúvidas se realmente irá para o segundo turno das eleições, pois não tem garantia sequer de participar dos debates eleitorais. Tem a favor dele as mídias sociais, que são sim importantes, mas que ainda não são a principal força da política. Mesmo sem Lula ser candidato, cenário ainda não definido, entendo que a disputa ficará entre PT e PSDB, que desta vez sai novamente com Geraldo Alckmin (PSDB), atual governador de nosso Estado e que enfrentou Lula em sua reeleição em 2006. Ciro Gomes (PDT) atualmente não tem tido grande percentual nas pesquisas eleitorais, no entanto, ainda pode ser a opção da esquerda. Por fora Álvaro Dias (Podemos), Manuela d’avilla (PC do B), Marina Silva (Rede) e alguns nomes novos que podem surgir, como Joaquim Barbosa, Aldo Rebelo, Luciano Huck, entre outros dos chamados partidos nanicos (pequenas legendas). É certo que independente do desfecho final – candidatura ou não de Lula – a decisão do TRF já traz reflexos para a eleição deste ano, que ainda tem tamanhos desconhecidos, mas que podem e devem ser medidos nas próximas pesquisas eleitorais. O jogo começa a esquentar. 2018 já começou e até outubro muita coisa vai acontecer. Vamos acompanhando!

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