Cursos do Cras propõem colocar o futuro nas mãos de quem acredita

Publicado em Por Diagramador

Essa é a segunda reportagem de uma serie de quatro que serão veiculadas falando sobre pessoas de Águas de São Pedro que participaram das oficinas oferecidas no Centro de Referencia de Assistência Social – na estancia Hidromineral de Águas de São São Pedro e tiveram suas vidas mudadas para melhor, muito melhor.

“Cursos do Cras propõem colocar o futuro nas mãos de quem acredita” – Foto: Arquivo/Jornal O Regional

“Ter o futuro nas mãos” é uma expressão que combina bem com a proposta do Centro de Referência de Assistência Social Jerubiaçaba (Cras). Por meio de diversas oficinas, o órgão, que pertence à Secretaria de Promoção Social e Termal de Águas de São Pedro, desenvolve um trabalho voltado ao aprendizado. A iniciativa engloba não somente o conteúdo dos cursos, mas também o protagonismo e a alternativa de escolher os melhores caminhos e oportunidades – independentemente de idade, formação escolar e experiência.

Nesta segunda matéria da série Cras Jerubiaçaba: Construindo Caminhos, apresentamos outras duas histórias acerca de empreendedorismo. As jovens, Michelle Petri, 25 anos, e Ligia Santos da Rocha Silva, 31 anos, relatam suas transformadoras experiências com as aulas de manicure e pedicure oferecidas pelo órgão.

Michelle é um exemplo de quem frequentou o Cras e resolveu mudar de vida, abraçando uma nova profissão com orgulho, determinação e amor. Moradora de Águas de São Pedro há 19 anos, mãe de duas meninas (uma de 7 e outra de 2 anos), ela decidiu voltar ao mercado de uma maneira diferente: com mais autonomia para poder cuidar de si e da família. Graduada em Gestão Empresarial, fez a oficina para trabalhar como manicure e pedicure, optando por este novo ofício.

A jovem cursou as aulas durante quatro meses, já pensando em atuar na área. “Eu havia feito um curso do tipo uns cinco anos antes, mas como a proposta deste era ensinar unhas artísticas, achei que seria um diferencial interessante.” Michelle explicou por que a profissão acabou se tornando a melhor opção para seu cotidiano. “Depois que tive minha segunda filha, precisei arrumar um emprego que me permitisse flexibilidade. Hoje não me vejo mais em outra área, que não como autônoma.” Seu atendimento ocorre no Salão Rome. No local, ela aprende na prática, e com outras profissionais, como aprimorar mais seu novo ofício e fidelizar clientes.

Sem nenhuma experiência na área, Ligia ficou sabendo do curso do Cras em um encontro do Viva Leite, no Spa Thermal. Formada em Hotelaria, atuou como recepcionista de hospedagem antes de se encontrar no mundo da beleza. “Nessa reunião, nos informaram que haveria oficinas no Cras, especialmente para pessoas que estavam passando por alguma dificuldade financeira – minha situação na época. Precisava de ajuda, mas não sabia ainda que caminho seguir”, relatou.

“Cursos do Cras propõem colocar o futuro nas mãos de quem acredita” – Foto: Arquivo/Jornal O Regional

Sem emprego devido a um problema de saúde, com a faculdade de pedagogia em andamento e suas respectivas mensalidades, Ligia contou que a angústia só aumentava: “Não era apenas uma questão financeira, mas de identidade. Quase entrei em depressão porque não sabia mais qual seria meu destino, e ainda aguardava para fazer uma cirurgia”.

Uma amiga deu o pontapé inicial para que ela entrasse de vez na oficina de manicure e pedicure. “Me convidou, ‘vamos fazer o curso?’ – me inscrevi e ela não. Como digo, não fui eu quem encontrou a profissão de manicure; foi a profissão que me encontrou”, contou com bom humor. Assim, com uma ajuda do destino, a jovem descobriu uma vocação. “Me achei como manicure. Antes acreditava que essa carreira não me preencheria. Minha mãe tentava me incentivar, dizendo que eu encontraria um serviço registrado, mas hoje posso dizer que estou amando o que faço.”

A aluna pontuou que o curso foi além do básico. “A professora exigiu de nós uma postura, ser profissional. Então, as aulas me deram muita confiança. Não tive medo; me senti capacitada para atuar!”

Atendimento e contato com o público estão entre as atividades de formação da oficina. “Meu diferencial, de que as clientes gostam, está relacionado justamente a minha abordagem: postura, higiene e bons materiais”, salientou.

Apesar de gostar, Ligia nunca tinha visto o campo da estética com um olhar empreendedor. “O que mais gosto é me sentir satisfeita quando um cliente sai feliz do salão”. Hoje a jovem também percebe que conquistou qualidade de vida. “O Cras ficava na frente de minha casa e eu nem imaginava que havia tantas oficinas e que uma delas mudaria minha vida.”

Há quatro meses Ligia trabalha no Espaço Vip, mas seus planos crescem a cada dia. “As aulas de manicure e pedicure abriram as portas para mim. Hoje meu objetivo é me especializar em beleza” – e um dos cursos por ela visados é o de maquiagem.

Caminho do sucesso – A professora das duas, Elaine de Santos Soares Lopes, fala com orgulho das alunas. A partir de sua própria experiência, busca transmitir a suas pupilas uma formação completa. “Estou na área da beleza há vários anos, quando fiz cursos no Rio de Janeiro. O trabalho com unhas é abrangente e inclui várias técnicas. Quem se dedica a essa área consegue emprego, ou exercer a atividade em casa, onde for”, afirmou a professora. E Elaine dá o recado: “Destacam-se aquelas que conseguem se diferenciar, mostrar higiene e competência”.

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