Dedini está pronta para atender demandas do RenovaBio

Publicado em Por Jose Guilherme Cortenove
Dedini está pronta para atender demandas do RenovaBio

Dedini está pronta para atender demandas do RenovaBio – Foto: Divulgação

A Dedini Indústrias de Base, uma das maiores empresas de bens de capital do Brasil, a única da América Latina a construir usinas completas – as chamadas ‘Greenfield’ ou chave na mão – está pronta para atender as demandas que serão geradas pelo RenovaBio”.
A declaração do engenheiro José Luiz Olivério, consultor da Dedini, sinaliza o papel que Piracicaba terá a partir desse novo momento, deflagrado com sanção presidencial do RenovaBio, a Política Nacional de Biocombustíveis, que define as normas de incentivo à produção de combustíveis renováveis no Brasil.
Olivério disse que a empresa acompanhou todo o processo que redundou na aprovação do RenovaBio, desde a elaboração do projeto que resultou na definição de uma política para o setor, e se preparou ao longo desse período para as mudanças rápidas no cenário que devem ser deflagradas já em 2018.
Na opinião do consultor, essas mudanças devem ser um incentivo para o mercado fazer planos para a expansão das usinas, já considerando projetos de aumento da capacidade de produção neste e no próximo ano. Ele acredita que no segundo semestre de 2019 já estarão em curso as discussões para a construção de usinas completas.
Para dar conta desse grande mercado que vai se abrir, a Dedini conquistou diferenciais, como capacitação fabril, engenharia com soluções de tecnologia de ponta e atendimento personalizado durante toda a safra, 24 horas por dia.
E apesar de estar em recuperação judicial, a empresa preservou sua estrutura. “Em todas as crises que o setor sucroenergético experimentou, a Dedini reduziu sua atividade de forma planejada e manteve os núcleos essenciais para que pudesse retomar o crescimento da produção”, relata Olivério.
A empresa dispõe de engenharias de produto e plantas, e fabricação próprias, compostas de mecânica e caldeiraria pesadas, e fundição, com laboratório de ensaios metalográficos, apoio técnico e laudo de avaliação. Tem um sistema de atendimento customizado às usinas reconhecido no mercado, com assistência técnica, otimização e reposição – o RGD Programado – que já atende todo o Brasil e os cinco continentes, e profissionais altamente especializados.
“Com área de fabricação de 700.000 metros quadrados, equipamentos modernos, tecnologias de última geração, fabricando e já tendo fornecido equipamentos que permitem a produção de 80% do etanol produzido no Brasil e 25% do etanol produzido no mundo, a Dedini está pronta para mais esse desafio”, diz o consultor.
METAS – Entre os objetivos do RenovaBio estão o cumprimento das metas brasileiras do Acordo do Clima de Paris e o aumento da participação desse tipo de combustível na matriz energética nacional.
“Quando entrar em vigor, o Renovabio deve garantir a tão necessária previsibilidade para a retomada dos investimentos, com o crescimento da produção dos biocombustíveis, sem a dependência de subsídios do governo e de renúncia fiscal”, conforme explica o engenheiro José Luiz Olivério, consultor da Dedini.
Para Olivério, o RenovaBio surge como uma espécie de luz no fim do túnel, chega com a urgência necessária a um país que precisa de alternativas de recuperação econômica, e que deixou em segundo plano o seu grande trunfo.
“A previsibilidade oferecida pela definição da política vai garantir a reação do setor, que desde 2011 mantém praticamente a mesma capacidade de produção, mas sem investimentos. Com o RenovaBio, as regras estarão definidas e nós, da indústria de equipamentos, vamos poder fazer planos e junto com os nossos clientes, definir as necessidades da indústria sucroenergética para poder atendê-la”, avalia.

Olivério explica que o próximo passo, depois da sanção, vai ser a regulamentação do RenovaBio, ou seja, o detalhamento de toda a Política Nacional de Biocombustíveis, o que deve ser feito ao longo de 2018, com previsão de implantação em 2019 e plena aplicação até 2020, o que segundo ele, garantirá fôlego para a retomada da produção e do crescimento.
Para o engenheiro, o mais importante vai ser o movimento de reação da economia, com geração de empregos e renda, e a retomada da pujança das indústrias de equipamentos, com destaque para os tradicionais polos, como o de Piracicaba – onde está a sede da Dedini – para as novas fronteiras.

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