Novas técnicas para a detecção de câncer de próstata foram discutidas em Piracicaba

Publicado em Por Jose Guilherme Cortenove
Novas técnicas para a detecção de câncer de próstata foram discutidas em Piracicaba

Novas técnicas para a detecção de câncer de próstata foram discutidas em Piracicaba – Foto: Divulgação

Os médicos radiologistas Dr. Paulo Hatschbach e Dr. Alexandre Borges, coordenadores do Instituto de Radiologia da Santa Casa de Piracicaba, receberam na noite desta quarta-feira, (25), ás 19h00 em evento realizado nas dependências do Restaurante Navegantes, médicos urologistas de Piracicaba e região para apresentação da mais recente tecnologia utilizada para detecção do câncer de próstata: a ressonância magnética da próstata, que dispensa o uso da bobina endorretal.
Ao invés dos pacientes se submeterem a uma biópsia, os homens com suspeita de câncer de próstata já podem realizar uma simples ressonância magnética e ter o dobro de chances de detectar corretamente a gravidade do tumor, que já se apresenta como o segundo tipo de câncer mais comum no sexo masculino. O médico Paulo Hatschbach que esteve recentemente nos Estados Unidos para acompanhar a nova técnica, disse que esse estudo foi publicado recentemente pela revista médica The Lancet.
O estudo mostrou que a ressonância magnética capta 93% dos cânceres agressivos na próstata, em comparação com 48% detectados por meio da biópsia, que consiste na retirada de uma amostra de tecido para testes laboratoriais. “Os resultados podem estimular mudanças na prática médica, já que o exame é considerado o maior avanço no diagnóstico do câncer de próstata das últimas décadas”, falou o radiologista.
O radiologista Alexandre Borges que ministrará palestra sobre “Os Avanços em Ressonância Magnética da Próstata com Estudo Multiparamétrico”, contou: “Muitos pacientes não se submetem à ressonância de próstata com bobina endorretal e acabam ficando sem o diagnóstico impedindo, então, que o tratamento ocorra no estágio inicial da doença”, afirmou. Segundo Borges, um dos pioneiros no Brasil em biópsia de próstata guiada por Ressonância Magnética, com mais de 15 anos de experiência nesta área, estima-se que no biênio 2016/2017 61.000 casos novos de câncer de próstata sejam diagnosticados entre os brasileiros. “Apesar da alta incidência, a próstata permanece como o único órgão onde o diagnóstico é feito através de biópsias para coleta de 12 amostras aleatórias da próstata, sem identificar de forma precisa onde está o nódulo tumoral”, disse o médico. Outra desvantagem é que, em muitos casos, a biópsia não é capaz de colher uma amostra do nódulo tumoral.
Borges revela também que ao realizar a biópsia guiada por ressonância magnética, a localização do nódulo suspeito identificado neste exame pode ser reproduzida com precisão no ultrassom para guiar a biópsia, através de softwares especiais.

Matéria: Adelle Gebara / Jornal O Regional

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