Presidente do SIMESPI Roberto Chamma fala sobre desafios do setor metalomecânico de Piracicaba

Publicado em Por Jose Guilherme Cortenove

Nesta quinta-feira, (5), o presidente do SIMESPI (Sindicato das Indústrias Metalúrgicas, Mecânicas, de Material Elétrico, Eletrônico, Siderúrgicas e Fundições de Piracicaba, Saltinho e Rio das Pedras), Roberto Chamma, concedeu uma entrevista ao jornal “O Regional” onde falou sobre os desafios do setor metalomecânico não apenas em Piracicaba, mas a nível nacional também.

Chamma, que é CEO da EACIAL, foi eleito presidente da entidade para o triênio 2017-2019,  explicou o diferencial do setor, em relação aos demais setores produtivos, pois o setor metalmecanico depende muito de investimentos, os empresários e organismos que trabalham com o setor ainda aguardam definições.

“Nosso setor fabrica maquinas e depende muito de investimentos, hoje não temos muitas organizações dispostas a fazer investimentos. Estamos na espera das eleições do novo presidente. Temos um conflito entre os poderes e acredito que os empresários só vão ter confiança quando sentirem que as coisas estão girando de forma correta”, ressaltou Chamma.

Roberto Chamma falou que somente com o aumento do consumo e maior segurança no mercado é que o setor retomará seu crescimento e claro receberá novos investimentos, podendo recuperar as vagas perdidas.

“É necessário que exista mais consumo, que o Brasil comece a girar e acontecer o aquecimento do mercado, possibilitando mais venda de tratores, carros, entre outros, produtos do setor industrial. Hoje devemos ter cerca de 14 mil funcionários no setor metalmecânico em Piracicaba, mas já tivemos mais de 20 mil. Com mais empregos o comércio também ganha, pois os funcionários dessas empresas e pessoas em geral acabam comprando mais no comércio local”, ressaltou.

Questionado sobre a reforma trabalhista, Chamma destaca que entende que ela é positiva e deve contribuir até para gerar mais empregos.

“É uma reforma moderna, modernizou bastante a relação do trabalho. Os sindicatos dos funcionários reclamam de perda de direitos, mas a modernidade vai ajudar na criação de novos postos de trabalho, porque pela lei anterior o custo era inviável para manter os funcionários em muitas empresas, então acreditamos que a reforma trará benefícios com a geração de mais empregos e regulamentando também a questão do trabalho a distância, entre outras”, destacou Chamma.

Finalizando a entrevista Chamma destaca que a partir de 2019 o País poderá ter melhorias na economia, passando a ter crescimento gradual.

“Dependemos de fatos novos. Eu acredito que como está sendo conduzida a questão política de nosso Pais nós iremos virar. Não é um novo Presidente que vai entrar e já resolver o problema, mas acredito que devagar o País vai começar a virar melhor, que a economia vai melhorar e esperamos que seja de forma sustentável, o que é bom para todos”, completou Chamma.

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