Secretária de Educação responde questionamentos sobre problemas em creches de Piracicaba

Publicado em Por Jose Guilherme Cortenove

Nesta quarta-feira, (11), com a participação de diretores, auxiliares e professores da rede municipal de ensino e funcionários da Secretaria Municipal da Educação de Piracicaba, a reunião pública que repercutiu os apontamentos feitos em encontro ocorrido na Câmara Municipal atraiu mais de 200 pessoas à sede do Legislativo piracicabano.

O encontro contou com a presença da secretária municipal Ângela Correa, que prestou esclarecimentos sobre os pontos levantados há quatro semanas em debate promovido pelo movimento “Luto pela Educação”, quando vieram à tona problemas detectados em unidades da rede de falta de cadeiras e colchonetes para as crianças ao questionamento quanto ao número de alunos por sala de aula.

Uma estrutura especial foi montada pelo Legislativo para receber o público, com telões no hall e na rampa de acesso do prédio anexo a reunião pública foi transmitida ao vivo pela TV Câmara, nos canais 60.4 em sinal digital, 8 da Net e 9 da Vivo TV e em seus perfis no Facebook e no Youtube.

A Apeoesp (Sindicato dos Professores do Estado de São Paulo), o “Luto pela Educação” ––composto por professores da rede municipal e o Sindicato dos Trabalhadores Municipais estiveram representados no encontro.

Com 2h30 de duração, a reunião pública abriu a palavra para as manifestações da secretária, dos movimentos, do público que lotou a galeria do plenário e dos 16 vereadores presentes: além do presidente da Câmara, Matheus Erler (PTB), que comandou o encontro, participaram Jonson Sarapu de Oliveira, o Maestro Jonson (PSDB); Wagner de Oliveira, o Wagnão (PHS); Lair Braga (SD); André Bandeira (PSDB); Paulo Campos (PSD); Laércio Trevisan Jr. (PR); Gilmar Rotta (MDB); Pedro Kawai (PSDB); José Aparecido Longatto (PSDB); Carlos Gomes da Silva, o Capitão Gomes (PP); Adriana Sgrigneiro Nunes, a Coronel Adriana (PPS); Nancy Thame (PSDB); Marcos Abdala (PRB); Dirceu Alves da Silva (SD); e Osvaldo Schiavolin, o Tozão (PSDB). O procurador-geral do município, Sérgio Bissoli, e os secretários municipais de Administração, Erotides Gil, e de Trabalho e Renda, Evandro Evangelista, também compareceram ao evento.

O presidente da Câmara destacou que o Legislativo, “assumindo seu papel de fiscalizar, ao tomar conhecimento das reclamações” que, inclusive, deram origem a inquérito civil aberto pelo Ministério Público decidiu promover a reunião pública “para juntos dialogar com a comunidade e esclarecer os fatos expostos”.

“No dia 14 de março, numa reunião nesta Casa que encerrou um ciclo importante, foram apontados problemas como a superlotação de salas e a falta de estrutura na rede, os quais indicariam que a educação não estaria sendo prestada com a devida qualidade”, pontuou Erler, observando que a discussão deveria se restringir ao definido pelo requerimento 193/2018, que a convocou.

Presidente da Comissão de Educação, Esportes, Cultura, Ciência e Tecnologia da Câmara, o vereador Maestro Jonson classificou como “graves” os apontamentos levantados na reunião realizada em março e anunciou que, já a partir deste mês, um grupo de vereadores passará a percorrer de uma a duas escolas municipais por semana para verificar as condições de trabalho dos servidores, as quais “serão documentadas com fotos e vídeos”, como forma de ajudar a buscar soluções para possíveis falhas encontradas.

Em sua primeira participação na reunião pública, Ângela Correa teve 20 minutos para traçar um panorama geral da rede municipal de ensino e de sua gestão à frente da Secretaria de Educação.

A secretária chamou a atenção para a decisão, expedida pela Justiça em 20 de dezembro do ano passado, que gerou efeitos em todo o sistema.

A ordem judicial determinou que fossem readmitidas mais de 1.300 crianças que tiveram sua inscrição para o ano letivo de 2018 rejeitada por conta da não apresentação da declaração de trabalho dos pais. Requisito para a efetivação da matrícula (que ocorre em outubro em toda a rede), o documento permite à secretaria fazer a análise socioeconômica do aluno e definir aqueles que serão colocados em período integral e aqueles que vão para o parcial.

“Em novembro, todas as crianças já estavam matriculadas, inclusive as da bolsa-creche. Mas houve uma pressão muito grande de mães que não apresentaram declaração de trabalho, algo que foi constatado na maior parte das escolas. A decisão judicial determinava que em 1º de fevereiro deste ano as aulas deveriam começar com todas as crianças matriculadas, o que gerou um desarranjo total da rede, pois já tínhamos matriculado todos os alunos que estavam em período integral”, relatou a secretária Angela Correa.

“O Departamento de Planejamento teve 20 dias para estudar uma metodologia. Houve necessidade de verificar toda criança que tinha sido atingida pela decisão. E definimos que, para acolher todas, teríamos que contratar mais 27 professores, 62 auxiliares e 117 estagiários. Chamamos as diretoras, explicamos a situação e passamos as planilhas e a forma como cada aluno deveria ser contatado, para ficar na própria escola onde estava, numa próxima a ela ou em outra a mais de 2 quilômetros de distância, com vale-transporte”, completou a secretária, ao frisar que “nenhum aluno ficou sem vaga” após a força-tarefa realizada no início do ano.

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